Material Formativo
CF 2013 - Palestra Julgar - Frei Alfredo Francisco de Souza
Formação diocesana para a Campanha da Fraternidade 2013 realizada no dia 25 de novembro de 2012 na USC.

Campanha da Fraternidade 2013

Tema: “Fraternidade e Juventude”; lema: “Eis-me aqui, envia-me!”

Palestra - julgar

Padre Frei Alfredo Francisco de Souza


Demanda de nosso tempo: aprofundamento da temática da juventude

Luzes:

sagrada escritura

história da igreja

 

Os jovens no Antigo Testamento

Jovem Rebeca (Gn24)

-          deixa sua terra

-          casa-se com Isaac e o segue na sua missão

-          modelo de jovem esposa fiel a Deus

 

Jovem José do Egito (Gn 41, 1-57)

- vítima de ciúmes e inveja

- exemplo de discernimento

- exemplo jovem que vive a castidade opondo-se à banalização da sexualidade e do amor

- exemplo de reconciliação

 

Jovem Samuel (1Sm 3,20)

- modelo de jovem que assume a vocação religiosa

- líder religioso de seu povo

- modelo fidelidade à Palavra de Deus

 

Jovem Davi (1 Sm 16,1-13; 17, 31-33.42)

- desacretidado por ser jovem, foi modelo de inteligência, boa vontade e coragem ao enfrentar Golias.

 

Jovem Salomão (1Rs 3, 3,4-28)

- modelo de sabedoria no relacionamento com deus

- modelo de justiça

- convida os jovens a não temerem assumir  funções públicas

 

Sete jovens irmãos (2Mc7,1-42)

- desobedeceram leis injustas para obedecer a deus

- modelos de jovens que tem convicção dos verdadeiros valores e de sua fé

 

Jovem Ester (Est 2,7)

- bela jovem que soube oferecer sua beleza para a salvação do seu povo

- modelo de jovem fiel ao seu povo

- liderança política

 

Jovem Daniel (Dn 13, 45-61)

- defende Susana inocente em nome da verdade

- modelo de jovem que se posiciona do lado da verdade

- convida os jovens a assumirem o seu papel por um mundo melhor

 

Jovem Ezequiel (Ez 16, 1-63)

- jovem profeta que revela o valor da fidelidade à aliança mesmo diante da infidelidade do seu povo

- modelo de jovem que assume a vocação profética

 

Jovem Isaías (Is 6)

- autor do lema da CF 13

- jovem profeta messiânico

- modelo de profetismo num contexto difícil

- enxerga e luta contra as injustiças

- renuncia ao poder e à riqueza

- denuncia e corrige as atitudes erradas do seu tempo

- modelo de jovem anunciador da esperança

 

Jovens no Novo Testamento

 

Jesus - a grande referência jovem do Novo Testamento

Jesus – homem novo que Deus sonhou (Jo 1,1-14)

- faz uma opção preferencial pelos pobres e marginalizados

- compartilha suas dores e esperanças (Lc 2;4,16-20; 5,32; 15,2)

 

Jesus cresce em três dimensões:

- sabedoria

-idade (tamanho)

- graça

Isto é, um amadurecimento global do ser humano, segundo o desejo do Pai.

 

Sabedoria: adquire no diálogo com as Escrituras, com seus pais e mestres de seu tempo

(Lc 2,46-49) – Jesus no templo

 

Idade (tamanho, estatura): crescimento físico, próprio do jovem.

Jesus atingiu o pleno desenvolvimento das suas potencialidades. Os suplícios que sofreu o revelam.

- graça: indica a posição de uma pessoa diante de deus e das pessoas

- diante de deus: total fidelidade ao pai e ao seu plano salvífico

- diante dos homens: sua postura gerava o apreço dos que o conheciam

 

Como crescem os nossos jovens hoje?

Diante do tipo de crescimento de Jesus se faz necessário refletir sobre as condições que possam contribuir no desenvolvimento das dimensões e potencialidades do jovem hoje para que possa assumir o protagonismo que dele se espera.

 

Encontro de Jesus com vários jovens:

- Jesus acolhe a jovem mãe e cura a sua filhinha (Mc 7,24-30)

- Ensina compaixão na parábola dos dois filhos na vinha (Mt 21,28-32)

- Acredita na possibilidade de regeneração do jovem (Lc 15,11-24)

 

Jovialidade de Jesus e da sua mensagem

 

Nos Evangelhos, Jesus apresenta a novidade capaz de modificar a realidade à sua volta:

- diante da pureza ritual

- diante da exclusão dos leprosos

- diante da doença considerada como possessão demoníaca

Jesus proclama que o mal é o que entra no homem e não o contrário (Mt 15,11)

 

Diante da condenação das mulheres e crianças à inferioridade e à desvalorização, Jesus se faz acompanhar por um grupo de mulheres, elas testemunham a sua ressurreição, e coloca uma criança como modelo de herdeiro do Reino

(Lc 8,1-3; Mc 16,1-18; Mc 10,13-16)

 

Diante da discriminação dos samaritanos, tratados como estrangeiros impuros, Jesus é recebido por eles, e os menciona em parábolas (Lc 8,52; Jo 4,7; Lc 10,33)

 

Diante do legalismo e da observação da lei pela lei, Jesus afirma que o ser humano é o centro (Mc 3,4; 2,23-29)

- cura num dia de sábado (Mc 3,4)

- dá aos discípulos uma nova possibilidade de interpretar a lei (Mc 2,23-29) – lei do sábado.

 

Jovialidade do seu projeto:

- Reino como renovação radical da relação com deus e com o próximo

- propõe novo jeito de pensar, agir e de organizar as relações entre as pessoas (Lc 16,20)

- Apresenta a si como o caminho, a verdade e a vida (Jo 14,6)

- Inaugura o reino pelo seu próprio jeito de ser e de viver (Mt 25, 31-46)

 

O exemplo do jovem Jesus:

- comunhão e intimidade com a Trindade e zelo em realizar a vontade do Pai (Jo 6,38)

- Jesus é autêntico e coerente (Lc 4,22)

- Jesus é misericordioso e tem capacidade de perdoar (Mt 18,21; Jo 8,3-11)

- Jesus sabe dialogar (Lc 9,49-50)

- Jesus é capaz de amar a ponto de entregar a própria vida (Mt 20,28; Jo 10,15-17)

- Jesus transforma o que é velho em novo (Lc 10,24)

- a grande novidade de Jesus: radicalidade do mandamento do amor e observância dos mandamentos (Mt 5,23-24)

 

A jovem Maria

- a jovem Maria tem papel fundamental na história da salvação:

- abre-se ao desígnio de Deus com obediência, generosidade: “eis aqui a serva do senhor”

- Maria é “mãe, perfeita discípula e pedagoga da evangelização” da juventude:

- assume com radicalidade a sua missão

- acolhe a todos como filhos(as)

- ensina como servir a Deus

- na visita a Isabel ensina a sensibilidade pessoal e social

- nas bodas de Caná aponta a falta do vinho e o encontro e o seguimento de seu filho Jesus

 

Em Maria estão as característica do verdadeiro discipulado:

- escuta amorosa e atenta à Palavra

- adesão à vontade do Pai

- atitude profética

- fidelidade até a cruz

 

Jovens discípulos:

João

Marcos

Paulo

 

João:

- o mais jovem dos apóstolos

- amigo mais íntimo de Jesus (Jo 13,23)

- o único a acompanhar Jesus até os pés da cruz

- amparou Maria (Jo 19,25-27)

- acolheu Maria em sua casa

- testemunhou a paixão e ressurreição do Senhor.

 

São Marcos Evangelista:

- foi o primeiro evangelista

- filho de mãe seguidora de Jesus

- viveu na transição dos tempos do AT para o NT

- assumiu a fé mesmo diante da feroz perseguição do seu tempo

 

São Paulo Apóstolo:

- converteu-se de perseguidor da igreja nascente ao evangelho e foi o seu maior propagador

- teve forte experiência com cristo na estrada de damasco (At 9,1-19)

- testemunha o cristo ressuscitado em grande parte do império romano

- com Pedro é uma das colunas da Igreja

- exemplo de jovem capaz de mudar de vida

- homem da Palavra de Deus e do amor à igreja

 

Jovens na história da Igreja:

- São Domingos Sávio (Itália 1842)

- São Luiz Gonzaga (Itália 1568)

- Beata Albertina Berkenbrok (Brasil 1919)

- Beata Chiara Luce Badano (Itália 1971)

- Beata Laura Vicuña (Chile 1891)

- Beato José de Anchieta (Apóstolo do Brasil 1534 – Ilhas Canárias)

- Beato Pier Giorgio Frassati (Turim 1901)

- Beato Zeferino Namuncurá (Argentina 1886)

 

Jovens seguidores de Cristo:

- no processo de construção de sua identidade o jovem busca referências relevantes.

 

Nos Evangelhos muitas pessoas vão encontrar-se com Jesus. Entre elas estão alguns jovens que se tornaram discípulos (as):

- (Jo 1, 38-39)  - “e Jesus, voltando-se e vendo que eles O seguiam, disse-lhes: que buscais? E eles disseram: rabi (que, traduzido, quer dizer mestre), onde moras? Ele lhes disse: vinde e vede. Foram, e viram onde morava, e ficaram com Ele aquele dia; e era já quase a hora décima”.

 

A busca de modelos por parte dos jovens é uma porta para lhes apresentarmos a pessoa de Jesus Cristo.

- desafio da evangelização: ajudá-lo (no meio de tantas vozes) a escutar a voz de Jesus Cristo!

 

Jesus os chama:

- Lc 18,22: “vem e segue-me”

- chama a cada um pelo nome (Jo 10,4)

- para um relacionamento pessoal: “vós sois meus amigos” (Jo 15,14)

O nosso testemunho pastoral deve apresentar Jesus ao jovem como aquele que escuta, partilha a vida, as alegrias, angústias e esperanças:

Lc 24,13-35 – discípulos de Emaús

 

O discipulado leva à descoberta de Jesus: caminho, verdade e vida

 

Caminho:

- a Igreja anuncia que Jesus é o único caminho para a felicidade plena.

- caminhar rumo a Jesus é caminhar rumo ao sentido da própria existência

- diante das diferenças religiosas é urgente auxiliar os jovens nessa descoberta

 

Verdade:

- Jesus é verdade porque é a Palavra do pai que se fez carne

- diante de tantas “verdades” impostas aos jovens é urgente anunciar Jesus verdade que é uma pessoa e não teoria que ilumina e dá sentido à vida.

 

Vida:

- não só porque nasceu e morreu na cruz, mas porque é o vencedor da morte, do pecado e da maldade do mundo.

- é essa a vida que ele quer ofertar e que todo jovem tem direito de descobrir e vivenciar!

 

Jovem discípulo assume a sua missão:

- a Igreja anseia por novas gerações de discípulos missionários

- cada cristão batizado, principalmente os jovens são responsáveis pela construção da Igreja para que ela seja um espelho de Deus no mundo e sinal do Reino

- o jovem que se torna, de fato, discípulo, torna-se também portador da mensagem de Jesus

- “vós sois a luz do mundo” (papa Bento XVI aos jovens): “é vossa missão ser as sentinelas do amanhã (Is 21,11-12) que anunciam a chegada do sol, que é Cristo Ressuscitado”

 

O jovem no coração da Igreja

- muitos pastores sempre manifestaram grande atenção e preocupação com a evangelização da juventude:

 

Juventude como “lugar” teológico:

-“os jovens têm capacidade para se opor às falsas ilusões e a todas as formas de violência” (CNBB Evangelizando a Juventude 79)

- por isso, dizer que o jovem é lugar teológico significa acolher a voz de Deus que fala por meio dele.

- o jovem também é voz de Deus e, por isso, precisa ser escutado: “entrar em contato com o “divino” da juventude é entender sua psicologia, sua biologia, sua sociologia e sua antropologia com o olhar da ciência de Deus (CNBB e. j 80)

- dizer que, para a Igreja, a juventude é uma prioridade em sua missão evangelizadora é afirmar que se quer uma Igreja aberta ao novo, é afirmar que amamos o jovem não só porque ele representa a revitalização de qualquer sociedade, mas também porque amamos, nele, uma realidade teológica em sua dimensão de mistério inesgotável e de perene novidade (CNBB 82)

 

Opção afetiva e efetiva pelos jovens

- ainda há falhas e lacunas, mas há uma herança evangelizadora na relação da Igreja com a juventude.

- na igreja do Brasil, há tempos, muitas pastorais, movimentos, organismos, congregações religiosas e novas comunidades têm atuado junto aos jovens com resultados importantes.

- há também mensagens dos papas, encíclicas, documentos e Conferências Episcopais, especialmente Puebla, eventos mundiais e continentais que ressaltam a importância da evangelização junto aos jovens.

 

Embora a caminhada não esteja começando do zero, sente-se ainda o clamor por uma mais corajosa, afetiva e efetiva opção preferencial pela juventude, sobretudo, por parte dos presbíteros, lideranças comunitárias e dos consagrados.

 

Na CF 1992 o papa João Paulo II afirmou:

“a igreja fez a opção preferencial pelos jovens de todas as condições sociais, mas especialmente pelos que sofrem porque desconhecem a verdade e caminham desorientados pelas estradas da vida; pelos abandonados e os que padecem diante das injustiças humanas; pelos doentes – a quem peço que não se desesperem, pois o senhor está mais perto dos que sofrem com santa resignação. a vós, e a muitos outros, quero dizer-vos: “jovem, eu te digo: levanta-te” (Lc 7,14),

 

Nesse sentido, o Documento de Aparecida nos aponta para os jovens que estão em situação de risco (86).

 

Espaços eclesiais de exercício do protagonismo dos jovens

- como Maria, a Igreja é mãe e educadora dos jovens, a sua grande catequista capacitando-o para ser anunciadores do Evangelho junto aos outros jovens.

 

Espaço:

- iniciação à vida cristã

- catequese aos jovens também através das novas tecnologias

- experiência da fé através da Sagrada Escritura como texto principal e também a Tradição e o Magistério da Igreja como fortaleza e segurança na compreensão da fé.

- catequese que os abra também aos problemas da sociedade.

- leitura orante da bíblia

- “quanto mais mergulhamos nas escrituras, mais nos identificamos com este povo e adquirimos entendimento do que somos, para onde vamos e o que devemos fazer (...)”91

- a Igreja deve ser para o jovem um lugar do conhecimento e da experiência, do encontro e da amizade. Espaço propício para essa educação são os grupos de jovens, pastorais da juventude, movimentos, novas comunidades e demais experiências em grupos.

 

Esses espaços devem ser desenvolvidos em todas as nossas comunidades:

- para a adequação desses espaços e momentos eclesiais, a Igreja acredita há décadas no valor da assessoria adulta.

- o assessor exercerá uma missão de acolhida, valorização e orientação, longe de ter uma postura impositiva, o assessor vive a sua missionariedade de maneira respeitosa da realidade e da cultura juvenis.

 

O horizonte do Reino:

- a Igreja é chamada a manter acesa a chama do amor do jovem pelo projeto de Deus.

- o jovem deverá compreender que o reinado de Jesus não conduz somente à transformação do coração, pela conversão pessoal, mas é, também, como fermento que leveda toda a massa.

- o jovem é como um semeador que não tem a pretensão de que todos vão acatar o seu testemunho, mas acredita que algo melhor pode florescer no coração de alguém e do mundo.

- cabe a cada jovem que já se apaixonou pelo Reino, “transmitir aos outros a própria experiência de Jesus” (93)

 

Uma catequese atraente e o acompanhamento das expressões juvenis nas comunidades garantem o encontro qualificado e constante dos jovens com a proposta do Reino.

 

É imprescindível acreditar nos jovens de hoje e auxiliá-los a enxergar esse projeto dentro desta cultura emergente e saber comunicá-lo neste mundo midiático com suas redes sociais.

 

A presença da Igreja do Brasil

- grande experiência pastoral junto aos jovens

- anos 50 e 60 sob a influência da ação católica para responder às necessidades da época promoveu a ação católica especializada: JAC, JIC, JOC e JUC.

- na década de 70 desenvolveu os movimentos de encontro (nacional e internacional)

- final dos 70 e início dos 80 surge o Setor Juventude da CNBB

- inicia-se uma pastoral orgânica com a PJ: do meio popular, do meio estudantil e do meio rural

 

1992 – CF voltada para a juventude

1996 e 1998 – são publicados os dois importantes estudos da CNBB: PJ no Brasil e Marco referencial da PJ no Brasil

(expansão dos movimentos eclesiais e trabalhos de evangelização da juventude)

- com a publicação a Igreja renova a sua opção preferencial pelos jovens e valoriza a diversidade das expressões juvenis e o desejo de comunhão entre elas.

- na sua 49ª assembleia – 2011 – a CNBB reforça a sua opção afetiva e efetiva pelos jovens através da criação da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude.

 

2013 – JMJ e CF: trarão grandes benefícios para a Igreja.

- além dessas iniciativas, há inúmeras outras na Igreja em todo o país que testemunham o  empenho da Igreja junto aos jovens.

 

O lema da CF 2013:

“Eis-me aqui, envia-me (Is 6,8) representa:

- entrega da pessoa com seus dons, talentos, debilidades ao projeto de Deus.

- com esse lema a Igreja renova sua confiança no jovem do Brasil

- diante desse reconhecimento, a Igreja espera e conta com o jovem para atravessar este momento de mudança de época, caracterizada pelas relações midiáticas, seu habitat.

 

Protagonismo dos jovens:

protagonizar é participar da sociedade e da Igreja de modo a influir significativamente nas transformações para um mundo melhor.

 

Protagonismo: caminho a ser trilhado pelos jovens tanto dentro como fora da Igreja

- sem o protagonismo o jovem não é motivado a assumir responsabilidades, tomar iniciativas e desenvolver habilidades de liderança.

- nesse protagonismo não se pode abrir mão do acompanhamento dos assessores, ainda que os jovens estejam à frente!

- a mudança de época atual nos convida a repensar as formas de ir ao encontro dos jovens, tanto dos que já têm vivência cristã quanto daqueles que tem outra vivência ou nenhuma experiência do sagrado.

- o convite é para que os jovens seja evangelizadores de outros jovens

- um protagonismo que dê sentido para a vida o papa Bento XVI destaca a importância da adesão a Cristo, que se dá não através de teorias, mas de um encontro com  a pessoa de Jesus.

 

Um protagonismo que gere comunidade

- um dos objetivos da CF 2013 é motivar a criação de espaços para a conversão necessária, para o cultivo de subjetividades juvenis que fujam do individualismo e descubram a vivência comunitária no âmbito eclesial e social

 

Protagonismo e experiência religiosa

- esse protagonismo deve levar o jovem ao gosto pela leitura orante da bíblia, à oração pessoal e comunitária como diálogo fértil nascido da experiência de fé encarnada nas realidades de angústias, anseios, sonhos e utopias juvenis.

- esse protagonismo deverá levá-lo mais e mais a uma experiência intensa de fé.

 

Protagonismo e compromisso na sociedade

- é urgente apoiar e estimular as iniciativas juvenis já existentes e ajudar os jovens que estão distantes a se aproximarem delas. A opção pelos mais empobrecidos e pelos sofredores não pode ser apenas a opção de alguns.

- como uma opção evangélica, deve ser de todo o corpo, portanto, de todos os jovens aí presentes.

- a participação deverá ser sempre através dos valores da ética cristã!

 

A CF 2013 conclama os nossos jovens e, com eles, toda a Igreja a contagiar com a alegria e com a criatividade juvenis as estruturas sociais e eclesiais a fim de que estejam dispostas a cuidar melhor do jovem sofrido, abrindo-lhes os braços da caridade e as portas da inclusão.

 

Protagonismo e a justa relação entre fé, razão e ciência

- é preciso ajudar os nossos jovens a articular com maior clareza a certeza da fé e as novas compreensões científicas e filosóficas da racionalidade contemporânea, por causa da confusão que as investidas intelectuais de nosso tempo, causadoras de confusões em nossos jovens, principalmente nos ambientes universitários;

- é importantíssima a presença da Igreja nos ambientes acadêmicos públicos e privados do país.

- a Igreja possui uma história de participação no desenvolvimento racional, científico e tecnológico da humanidade.

 

Os jovens discípulos missionários não podem deixar de refletir sobre o avanço que atrai, envolve e dita as normas nas várias esferas da vida humana.