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publicado em: 19/01/2019
Dom Sevilha: “Como está sua Fé?”

A vida não é fácil para ninguém, mas para quem tem fé, a vida é bem menos complicada.

Por exemplo, toda pessoa, em algum momento da vida, vai se perguntar: Por que eu nasci? Qual o sentido do sofrimento? Como viver o dia a dia? O que é essencial ou secundário? O que é certo ou errado?

Na realidade são poucas as questões fundamentais: Por que eu nasci, o que acontece depois da morte e o que fazer no dia a dia, entre o berço e o túmulo.

Para nós, que cremos, essas questões são claras e definidas. Nenhum ser humano nasceu por acaso ou acidente, mas todos fomos planejados por Deus, desejados, amados e criados e por Ele criados.

Quanto ao sentido do final da existência, a resposta é simples e direta: o final da nossa existência é o céu, a vida eterna. Porém, é inútil querer entender e explicar com palavras humanas como será o céu. Simplesmente cremos.

O dom da fé exige de nós uma boa dose de humildade, inclusive, intelectual. O orgulho intelectual do homem moderno é um dos empecilhos para a fé.

Quem não acolhe e não cultiva o dom da fé, caminha na vida sem rumo, exatamente como um andarilho de beira de estrada: caminha o dia inteiro de lugar nenhum para lugar algum! Logo vai se cansar de caminhar e desanimar. Quando a maturidade, a velhice e a morte vão se aproximando, a pessoa cai no desespero.

Quanto à questão sobre como conduzir a vida, a resposta para quem tem fé, é também muito simples, podendo ser resumida numa frase: fazer o bem é o que dá sentido à vida de alguém!

Para nós, cristãos, o que preenche o nosso dia a dia é combater o bom combate em todas e quaisquer circunstâncias, isto é, seguir Jesus que “passou fazendo o bem” (Atos 10,38).

Não existe aparelho humano capaz de medir com precisão a fé. Assemelha-se à maturidade. Percebemos que amadurecemos lentamente com o passar dos anos, mas, é muito difícil medir com exatidão a nossa maturidade. Todos amadurecemos em muitos aspectos e temos sempre algumas imaturidades ainda por resolver.

Quando perguntamos a alguém como está a sua fé, estamos perguntando, na verdade, como está a sua vida, o seu coração, como está você, como pessoa, como ser humano e como cristão.

A fé vai mostrar-se no modo concreto como você vive dentro das quatro paredes da sua casa. Se tem amor, ou é uma pessoa egoísta. A fé se manifestará na sua vida profissional que, às vezes, é um ambiente pesado e hostil, e você manterá ali o bom humor e o esforço de ser luz, ajudando a todos os que estão ao seu redor: bons e maus!

A sua fé, ou a falta dela, se manifesta também no anonimato da internet. Os cristãos não devem se esquecer de que na internet, no outro lado da tela, estão pessoas reais, em carne e osso (e com sentimentos), que são seus irmãos e irmãs, aos quais Jesus ordena que você os ame como Ele os amou.

Uma das maiores exigências do cristianismo é que os cristãos sejam bons e façam o bem para quem “não” merece a nossa bondade, pois a verdadeira bondade é sempre gratuita e não espera pagamentos ou recompensas, nem mesmo afetivas.

Se você vive angustiado e “enrolado” perguntando-se sobre o sentido da sua vida, trocando os pés pelas mãos, tomando decisões erradas, afundando na ansiedade ou tristeza diante dos muitos problemas etc, isso pode ser por dois motivos: falta de fé ou falta do que fazer.

Tome a decisão de buscar a Deus e saia da sua preguiça e egoísmo, comece a ajudar toda pessoa que cruzar o seu caminho que, lhe garanto, você vai ser a pessoa mais feliz desse mundo. Faça o teste. 

Dom Sevilha, OCD