Plano Pastoral

 

8° PLANO DIOCESANO DE PASTORAL DA

 DIOCESE DE BAURU


O ESPÍRITO SANTO NOS CONDUZ

 

 

1º PROGRAMA: RENOVAÇÃO DAS PARÓQUIAS

 

1 – Justificativa

            Num mundo plural e distante da fé, urge a necessidade de uma nova forma de organização paroquial – Comunidade de comunidades: uma nova paróquia. O Documento de Aparecida, resultado da 5ª Conferência do episcopado latino-americano (realizada em 2007, com abertura feita pelo Papa Bento XVI), fala da necessidade de renovação, revitalização e mesmo transformação das estruturas da Igreja, a começar pela Paróquia. Fala do esforço a ser empreendido para superar uma pastoral de manutenção e da necessidade de uma conversão pastoral. 

 ‘A renovação das paróquias no início do terceiro milênio exige a reformulação de suas estruturas, para que seja uma rede de comunidades e grupos, capazes de se articular conseguindo que seus membros se sintam realmente discípulos e missionários de Jesus Cristo em comunhão.’ (DAp, n. 172)

“Se não renovarmos as estruturas e a própria instituição, o processo de mudanças, ao qual as ações se propõem perseguir, estará prejudicado, quando não estagnado” (DGAE – doc. 94 n. 137). Portanto, “É urgente abandonar as estruturas ultrapassadas que não favoreçam a transmissão da fé” (DAp, n. 191).

Em tempos de incerteza, individualismo e solidão, a presença de uma comunidade próxima à vida, às alegrias e às dores, é um serviço, que urge apresentar a um mundo que necessita vencer a “cultura de morte”. Comunidades são escolas de diálogo interno e externo. São pontos de partida para o anúncio do Deus da Vida, que acolhe, redime, purifica, gera comunhão e envia em missão. (DGAE Doc. 94 n. 64)

É nesse contexto de desafios que emerge o fenômeno da migração religiosa, que vem acontecendo de forma intensa há pelo menos duas décadas. Os três últimos censos (1990, 2000 e 2010) oferecem um mapa dessa migração, mostrando a diminuição considerável do número de católicos no Brasil. Em 1990, os católicos somavam cerca de 83% da população brasileira; em 2000, somavam 73,6% dos brasileiros e, em 2010, diminuíram para 64,6%. Em Bauru a realidade não é diferente: em 2000 o município de Bauru contava com 62,44% de sua população se declarando católicos, em 2010 esse percentual caiu para 54%, bem abaixo da média nacional. Tais dados trazem preocupação à Igreja, chamada, hoje, a responder a importantes e novos desafios.

Desafio: Renovação da Paróquia, através de sua setorização em unidades menores, tendo à frente uma equipe de coordenação integrada por leigos e leigas  e, dentro dos setores, a criação de comunidades de famílias. (DGAE – Doc. 94 n. 138 e DAp, n.  372)

 

2 - Fundamentação

“Eram perseverantes em ouvir o ensinamento dos apóstolos, na comunhão fraterna, no partir do pão e nas orações. Em todos eles havia temor, por causa dos numerosos prodígios e sinais que os apóstolos realizavam. Todos os que abraçaram a fé eram unidos e colocavam em comum todas as coisas; vendiam suas propriedades e seus bens e repartiam o dinheiro entre todos, conforme a necessidade de cada um. Diariamente, todos juntos frequentavam o templo e nas casas partiam o pão, tomando alimento com alegria e simplicidade de coração. Louvavam a Deus e eram estimados por todo o povo. E a cada dia o Senhor acrescentava à comunidade outras pessoas que iam aceitando a salvação.” (At 2, 42-47)

‘As Comunidades Eclesiais de Base têm sido escolas que têm ajudado a formar cristãos comprometidos com sua fé, discípulos e missionários do Senhor, como o testemunha a entrega generosa, até derramar o sangue, de muitos de seus membros. Elas abraçaram a experiência das primeiras comunidades, como descrita nos Atos dos Apóstolos(At2,42-47). Medellín reconheceu nelas uma célula inicial de estruturação e foco de fé e evangelização. Puebla constatou que as pequenas comunidades, sobretudo as comunidades eclesiais de base, permitiram ao povo chegar a um conhecimento maior da Palavra de Deus, ao compromisso social  em nome do Evangelho, ao surgimento de novos serviços leigos e à educação da fé dos adultos’. (DAp, n. 178)

Como resposta às exigências da evangelização, junto com as CEBs, existem outras formas válidas de pequenas  comunidades , inclusive redes de comunidades, de movimentos, grupos de vida, de oração e de reflexão da palavra de Deus (DAp, n. 180). Todas essas formas de organização de pequenas comunidades devem ser acolhidas pela Igreja. Também não podemos nos esquecer que “em nossos dias, além das comunidades territorialmente estabelecidas (paróquias), ambientais (por exemplo: nos ambientes de trabalho, nas escolas, etc.)  e afetivas (por exemplo: grupos de terços, de oração, movimentos religiosos, etc.), constatamos também o rápido crescimento das comunidades virtuais, tão presentes na cultura juvenil atual” (DGAE – doc. 94 n. 56).  “Num mundo plural, não se pode querer um único modo de ser comunidade” (DGAE – doc. 94 n. 61) razão pela qual, mais uma vez, se reforça a ideia da necessidade da mudança das estruturas (e mentalidade) de nossa Igreja.

 

3 - Pistas de Ação

Dimensão Missionária:

1- As paróquias hoje são, geralmente, demograficamente densas, territorialmente grandes, especialmente as localizadas em áreas periféricas das grandes e médias cidades. Daí a necessidade de uma descentralização por meio da existência, em cada paróquia, de outras comunidades eclesiais, além daquela que se reúne na Igreja Matriz. A expressão “comunidade de comunidades” indica a paróquia em sua presença expandida, formando como que uma rede de comunidades menores. Onde surge um novo bairro, sem demora, a Paróquia deveria providenciar espaço físico (terreno) para uma nova comunidade. Enquanto o espaço físico não estiver disponível, usar espaços alternativos como escolas, centros comunitários municipais, casas, entre outros.

2 – Conversão pastoral e conversão pessoal. “A conversão pastoral e pessoal andam juntas, pois se fundam na experiência de Deus que as pessoas e as comunidades conhecem. Só assim será possível ultrapassar uma pastoral de mera conservação ou manutenção, para assumir uma pastoral decididamente missionária; uma atitude que, corajosa e profeticamente, o Documento de Aparecida chamou de conversão pastoral. Para que essa realidade aconteça, os bispos, os presbíteros e todo o Povo de Deus precisam assumir sua responsabilidade na revitalização das comunidades”(Estudos da CNBB 104 n.174)

3 – Compromisso dos padres: “Os presbíteros, sobretudo o pároco, serão os agentes da revitalização das comunidades.” (Estudos da CNBB 104 n. 177)

4 – “A conversão pastoral da paróquia em comunidades de comunidades supõe o protagonismo do leigo. Deve-se reconhecer a diversidade de carismas, de serviços e de ministérios dos leigos. Até mesmo confiando-lhes a administração de uma paróquia, quando a situação o exigir, conforme prevê o Código de Direito Canônico.[1] Pelo batismo todo cristão participa do múnus sacerdotal, profético e real de Jesus Cristo. A missão dos leigos deriva do batismo[2]” (Estudos da CNBB 104 nºs. 187, 188 e 189)

5– Cada paróquia deve criar a pastoral da visitação (de casa em casa) tendo como inspiração teológica a visita de Maria a Isabel (Lc 1,39-45).  Mas também não se pode esquecer das ‘visitas sistemáticas nos locais de trabalho, nas moradias de estudantes, nas favelas e nos cortiços, nos alojamentos de trabalhadores, nas instituições de saúde, nos assentamentos, nas prisões, nos albergues e junto aos moradores de rua, entre outros, são testemunho de uma Igreja samaritana’. (DGAE doc. 94 n. 78)

6– Organizar missões populares nas paróquias. Como fazê-lo?

a) Essas missões podem ser realizadas por equipes de religiosos(as) vindos de fora cujo carisma é trabalhar com as missões populares.

b) O próprio padre com seus fiéis leigos(as) organizarem um período de missão em sua área paroquial.

c) Convidar os seminaristas da Diocese de Bauru para que organizem, juntamente com o padre e os leigos(as), um período de missão na área paroquial durante o período de férias dos seminaristas.

d) Outra sugestão seria cada RP organizar uma equipe missionária e realizar as missões em cada paróquia da RP com prévio agendamento.

Em todas as sugestões os trabalhos missionários podem ser auxiliados pelos seminaristas da diocese e orientados pelo COMIDI (Comissão Missionária Diocesana).

7– Explorar os meios virtuais como possíveis ‘locais’ de criação e desenvolvimento de comunidades cristãs.  Importa saber utilizar o espaço ‘dos novos meios de comunicação social, especialmente a internet com inúmeras redes sociais, que constituem um novo fórum onde fazer ressoar o Evangelho’, (...) tomando o devido cuidado para que o mundo virtual jamais substitua o mundo real, pois o encontro pessoal permanece insubstituível.  (DGAE Doc. 94 n. 95)

8– Valorizar a atuação do leigo(a) na animação das comunidades e paróquia. Tal postura implica compartilhar com os leigos(as) as decisões pastorais e econômicas da comunidade, através dos respectivos conselhos pastorais (CPP) e econômicos (CAP),  sempre com muita transparência em relação ao dinheiro arrecadado entre os fiéis.(DGAE 94 n. 63 – Dap, n. 99c, 211 e 213 e Estudos da CNBB 104 n. 184)

9– Criar grupos de preparação de catequese e formação nos setores e, conforme as necessidades pastorais, a catequese também pode ser oferecida nas pequenas comunidades ou até nas casas.

10- Realizar encontros de preparação para o batismo nos setores e, conforme as necessidades pastorais, os encontros de preparação para o batismo também podem ser oferecidos nas pequenas comunidades ou até nas casas.

11- “Os diáconos precisam fortalecer seu ministério na renovação paroquial. Para isso será imprescindível que o diácono e pároco trabalhem em comunhão.” (Estudos da CNBB 104 n. 182)

 

Dimensão da Caridade:

1-Promover  a solidariedade e comunhão entre  as comunidades e ‘evitar concorrências, desgastes inúteis e ambiguidades. Todas as comunidades são convocadas a se unirem em torno das Diretrizes da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil e a assumirem os Planos Pastorais de cada Igreja Particular’. (DGAE doc. n. 94 n. 61 e DAp, n. 15)

2- Motivar as paróquias com mais recursos (financeiros e humanos) a ajudar as paróquias mais necessitadas da diocese (paróquias-irmãs), desenvolvendo assim uma espiritualidade de comunhão, buscando estimular sempre mais, com oportunas iniciativas, a partilha e a comunhão dos bens, dons e carismas, que generosamente Deus concede a cada comunidade paroquial (DGAE Doc. 94 n. 105). Esse mesmo estímulo pode e deve ocorrer entre as paróquias das RPs.

3 – Todas as paróquias devem estar em comunhão entre si, formando uma única Igreja Particular, a Diocese. “A paróquia, não é a Igreja Particular no sentido estrito, pois ela está em rede com as demais paróquias que formam a diocese, que é a Igreja Particular. Para o Concílio Vaticano II, a paróquia só pode ser compreendida a partir da Diocese. Em termos eclesiológicos, pode-se dizer que ela é uma ‘célula da diocese’. A Igreja Particular é apresentada como porção (portio) do Povo de Deus; a paróquia, entretanto, é entendida como parte (pars) da Igreja Particular (diocese).” (Estudo da CNBB 104 n.57)

4- Diaconia e Serviço caritativo. Diaconia é função de serviço à comunidade. Todos os fieis leigos e leigas são ‘diáconos’, neste sentido de serviço. Entretanto, a Diocese de Bauru possui vários diáconos ordenados permanentes. É preciso que sempre se lembre a estes que “o diácono deve ser um servidor da comunidade, ocupando-se com a evangelização, a formação dos discípulos missionários, a celebração dos sacramentos que lhe competem e, especialmente, com as obras de caridade da paróquia. Ou seja, visitando os enfermos, acompanhando os migrantes, os excluídos, as vítimas de violência e os encarcerados. Desta forma, as paróquias não verão a função do diácono permanente reduzida às tarefas litúrgicas, o que enfraqueceria a riqueza do seu ministério.” (Estudos da CNBB 104 n. 182 e 183)

 

Dimensão da Oração:

1- Incentivar a oração do terço nas casas.

2- Incentivar as novenas nas casas, principalmente as mais tradicionais entre o nosso povo: Natal e Quaresma.

3- Celebrar a Eucaristia nas casas.

4 – “Os padres que atuam nas comunidades precisam ser um homem de Deus que fez e faz uma profunda experiência de encontro com Jesus Cristo. Sem essa mística, toda renovação das paróquias ficará comprometida.” (Estudos da CNBB 104. n.178).

5- Criar grupos de reflexão da Palavra de Deus e valorizar os grupos já existentes inclusive com a produção de material de evangelização que algumas paróquias já produzem.[3]

6- Distribuição de terços, imagens de santos, santinhos, catecismo da Igreja Católica e de modo especial a “distribuição gratuita da Bíblia Sagrada entre os fiéis, principalmente entre os mais pobres”.(DGAE – Doc. 94 n. 93)[4]

7- Proporcionar, através de retiros, liturgia, mais horários de missas, horas santas, entre outros momentos, que proporcionam um encontro entre os fiéis e Jesus Cristo. “O centro de toda conversão é Jesus Cristo. A conversão pastoral depende de uma conversão pessoal a Cristo. Não haverá mudanças no agir, se não houver um profundo encontro com Jesus capaz de renovar a pessoa.” (Estudos da CNBB 104 n. 173)

8- Conscientizar e orientar os fiéis para a campanha da Evangelização que ocorre todo ano, no terceiro domingo do Advento.

 

 

2 º PROGRAMA  -   FAMÍLIA

1 – Justificativa

Afirma o Papa João Paulo II, que o “futuro da humanidade passa pela família”. Esta constitui o maior “patrimônio da humanidade”, é uma instituição básica da sociedade, isso significa, que à medida que, descuidamos dessa instituição que é a família, na medida em que, não a reconstruímos e fortalecemos, na medida em que, a deixamos à deriva e não lhe darmos condições de cumprir sua vocação e sua missão, nessa medida, o futuro da humanidade está ameaçado. (CNBB, Encarte do Boletim Semana, 21/08/2003, n. 694).

A família é o ‘lugar e escola de comunhão, primeiro local para a iniciação à vida cristã das crianças, no seio da qual, os pais são os primeiros catequistas. Tamanha é sua importância que precisa ser considerada ‘um dos eixos transversais de toda ação evangelizadora’ e, portanto, respaldada por uma pastoral familiar intensa, vigorosa e frutuosa’ (DGAE doc. 94 n. 108)

A família é chamada a ser a grande transmissora da fé[5] e dos valores. Entretanto, atualmente o mundo tem sofrido tantas transformações que a instituição familiar já não possui o mesmo fôlego de outras épocas para cumprir esta missão indispensável. (DGAE doc. 94 n. 39)

Desafio: Despertar a família para o seu papel educador, de escola onde se aprendem e experimentam os valores humanos e evangélicos; despertar o sentido missionário da família. É a família que evangelizará a família! Buscar todos os meios para sanar e fortificar esta célula básica da sociedade da qual deriva o vigor a todo o organismo social. (Doc. 79 nº. 461 item 7)

 

2- Fundamentação

O Documento de Aparecida nos lembra que vivemos hoje uma realidade marcada por grandes mudanças que afetam profundamente nossa vida. São mudanças globais, que atingem o mundo inteiro. A história se acelerou, as mudanças são vertiginosas e com uma velocidade que se comunica a todos os cantos do planeta. Esse fenômeno afeta a vida dos povos, seu sentido ético, moral e religioso, trazendo uma crise de sentido. As tradições culturais já não se transmitem mais de uma geração à outra como no passado. Essas mudanças atingem sobretudo a família, que fora, até agora, o lugar do diálogo e da transmissão dos valores religiosos e culturais. "Os meios de comunicação invadiram todos os espaços e todas as conversas, introduzindo-se também na intimidade do lar..." (DAp, n. 39)

Diante dessa desafiadora realidade, "os cristãos precisam recomeçar a partir de Cristo, a partir da contemplação de quem nos revelou em seu mistério a plenitude do cumprimento da vocação humana e de seu sentido. Necessitamos fazer-nos discípulos dóceis, para aprendermos d’Ele, em seu seguimento, a dignidade e a plenitude da vida. E necessitamos, ao mesmo tempo, que o zelo missionário nos consuma para levar ao coração da cultura de nosso tempo aquele sentido unitário e completo da vida humana que nem a ciência, nem a política, nem a economia, nem os meios de comunicação poderão proporcionar-lhe. Em Cristo Palavra, Sabedoria de Deus (cf. l Cor l, 30), a cultura pode voltar a encontrar seu centro e profundidade, a partir de onde é possível olhar a realidade no conjunto de todos os seus fatores, discernindo-os à luz do Evangelho e dando a cada um seu lugar e sua dimensão adequada." (DAp, n. 41)

Há muitos desafios a serem superados e a Pastoral Familiar, na diocese de Bauru, deseja realizar seus trabalhos inserida numa pastoral de conjunto e, desta forma, atuar nas causas dos problemas.

 

3 - Pistas de Ação

Dimensão Missionária:

1- Conscientizar e motivar os párocos, administradores paroquiais, vigários, diáconos e  coordenadores paroquiais de que a Pastoral Familiar deve ser orgânica, isto é, estabelecer cooperação com as outras pastorais e ser  assumida por toda comunidade paroquial e diocesana.

2- Promover Encontro de Namorados para desenvolver nos jovens, o verdadeiro significado do matrimônio.

3- Implantar e organizar a Pastoral Familiar em todas as Paróquias da Diocese de Bauru.

4 - Cada paróquia deve organizar uma equipe de Preparação para o Matrimônio, orientando e preparando os casais para o Sacramento (preparação remota), acompanhar os noivos durante a cerimônia religiosa e por fim no pós-matrimônio, sem medir esforços para engajá-los na comunidade cristã. Caso seja de consenso e conforme as necessidades pastorais, a equipe pode ser organizada por RP (Região Pastoral).

5 – Auxiliar, juntamente com a equipe da paróquia, a Preparação para o Batismo, orientando e preparando os pais e padrinhos para o recebimento do Sacramento do Batismo e o engajamento na comunidade cristã.

6 - Fortalecer a Equipe Diocesana da Pastoral da Família com casais conscientes, acolhedores e comprometidos, conhecedores dos documentos da Igreja; sempre amparados pelo Bispo que indicará um padre ou outra pessoa com condições e formação como diretor espiritual.

7 - Cada paróquia deve organizar, ao menos uma vez por ano ou conforme a necessidade pastoral, casamentos coletivos, como forma de divulgar a importância deste sacramento na vida conjugal e, ao mesmo tempo, regularizar a situação de muitos casais cristãos católicos que vivem em situação irregular. Caso julguem oportuno, podem se organizar casamentos coletivos por RP (Região Pastoral).

 

Dimensão da Caridade:

1 - Em cada matriz, capela ou pequena comunidade que haja um acolhimento e apoio de todas as iniciativas que existem na Diocese de Bauru que procura promover os casais ou a família em qualquer situação, ou seja, Encontro de Casais com Cristo (ECC), Encontro com Cristo (EC), Retiro Sagrada Família (para casais de 1ª união), Retiro Bom Pastor (para casais de 2ª união), Legitimações, Encontro de Namorados, Catecumenato, Equipes de Nossa Senhora e outros.

2 - Cada matriz, capela ou pequena comunidade deve acolher e  acompanhar com cuidado, prudência e amor compassivo, seguindo as orientações do magistério, os casais que vivem em situação irregular.’ (DAp, n. 436 j)[6]

3 - Em comunhão com as Pastorais Sociais, estar a serviço na busca de melhores condições de vida para as famílias que vivem em situações de pobreza, ou qualquer forma de exclusão, promovendo arrecadação de materiais, ou execução  de eventos para arrecadação financeira.

4 - Promover, em diálogo com governos e a sociedade, políticas e leis a favor da vida, do matrimonio e da família. (DAp, n. 436 d)

5 - Ajudar a criar possibilidades para que os meninos e meninas órfãos e abandonados consigam, pela caridade cristã, condições de acolhida e adoção e possam viver numa família. (DAp, n. 436 I)

 

Dimensão da Oração:

1- Cada paróquia deve promover durante todo o ano momentos de oração e reflexão com temas diretamente ligados a vida da família. (Por exemplo: promover reflexões sobre drogas, sexualidade, educação dos filhos, diálogo conjugal, entre outros; e ao mesmo tempo propiciar  momentos que promovam a espiritualidade familiar, como por exemplo: missa da família, terço da família, vigília pela família, etc.).  E a semana da família[7] em todas as paróquias deve ser preparada com dedicação e empenho, de modo que se torne um tempo forte de reflexão e orações com temas voltados à família.

2- Cada ano, durante a semana da família, todas as paróquias devem promover a renovação das promessas matrimonias de seus fiéis leigos casados, como forma de mantê-los sempre cientes de seu juramento/compromisso matrimonial (“na alegria e na tristeza... na saúde e na doença... até que a morte os separe”)

3- Promover em todos os 14 municípios que compõem a Diocese de Bauru, durante a semana da família, a caminhada da família, na qual os fiéis proclamarão publicamente seu compromisso com a família cristã e ao mesmo tempo denunciarão as ameaças atuais que assombram todas as famílias; contando sempre com a orientação e participação do Bispo diocesano e de todo o clero que, por sua vez, deverá incentivar as paróquias da diocese a realizar a semana da família com entusiasmo, utilizando-se dos subsídios que a pastoral da família oferece. 

4- Estimular o terço dos homens em todas as paróquias. 

      5- Cada pároco deve orientar os casais a encontrarem tempo para a oração em família. Retomar a prática da oração antes das refeições, antes de dormir, ensinar os filhos a pedir a bênção para os pais e avós, orientar os filhos nos diversos caminhos da vida, focando o matrimonio cristão, sem se omitir de falar da vocação religiosa.

6-   Promover Encontros Diocesanos, com momentos de formação e oração, conforme sugere o Documento de Aparecida n. 436 i.

 

 

3º PROGRAMA - JUVENTUDE

1 – Justificativa

‘Crianças, adolescentes e  jovens constituem  parcela importante da população brasileira. Eles precisam de maior atenção por parte de nossas comunidades eclesiais, pois são os mais expostos ao drama do abandono e ao perigo das drogas, da violência, da venda de armas, do abuso sexual, bem como à falta de oportunidades e perspectivas de futuro’. (DGAE, doc. 94, n. 109) A Igreja não pode se furtar de lançar seu olhar para a Juventude afinal ela ‘na juventude a constante renovação da vida da humanidade. A juventude é o símbolo da Igreja, chamada a uma constante renovação de si mesma’. (Doc. 85, n. 297)

Desafio: formar jovens cristãos, cidadãos conscientes dos seus direitos e deveres, comprometidos com a construção do Reino de Deus, buscando a Jesus Cristo como caminho, verdade e vida e escutando a voz do bom Pastor em meio a tantas outras vozes neste mundo tão plural. (DGAE doc. 94, n. 48)

 

2 - Fundamentação

         Considerado  para efeitos de políticas públicas no Brasil, a idade da juventude é entre 15 e 29 anos, sendo a grande maioria dessa população atingida pelos mecanismos de exclusão social.

É de suma importância acolher esses jovens em nossas comunidades apresentando-lhes a mensagem de Jesus como uma proposta segura de ideal de vida.

A Igreja, com espírito de comunhão e participação, apoia todas as expressões juvenis ou de serviço aos jovens que ocorrem na Diocese de Bauru, propiciando oportunidades  de atividades, encontros, momentos celebrativos, que expressem a presença dos jovens, desenvolvendo neles o sentido de pertença à Igreja  e  a Diocese; incentiva a criação de novas equipes, consolidando a valorização e o aprofundamento de seus carismas, articulando-os  em nível de Diocese e Paróquias.

Onde houver uma participação ativa de jovens em nossas comunidades, como expressão de fé e vida, é importante  ter um olhar atento para a pluralidade das realidades juvenis,  buscando promover uma Evangelização que leve em conta todas essas diversidades.

O Setor Juventude, na diocese de Bauru, visa organizar ações conjuntas entre os vários  segmentos de jovens, tais como: Grupos de Jovens paroquiais, grupo de Jovens Vicentinos, Equipes de Jovens de Nossa Senhora, Renovação Carismática Católica, através dos trabalhados com as Universidades – Universidades Renovadas -, Pastoral da Juventude, etc. Entretanto,  é  fundamental a prática de uma pastoral de conjunto que integre esses segmentos com as demais Pastorais e Movimentos existentes na Diocese de Bauru, preparando os jovens para os serviços vocacionais, ministeriais, catequéticos, matrimoniais, profissionais, etc.

 

3 – Pistas de Ação

Dimensão Missionária:

1 – Fortalecer cada vez mais o Setor Juventude na Diocese de Bauru, com coordenadores e assessores bem conscientes e preparados. Em contra partida, o Setor Juventude deve incentivar a criação de grupos de jovens nas paróquias que não possuem e acompanhar os já existentes. 

2 – Estimular a pastoral dos adolescentes, aumentando a interação entre o Setor Juventude e os jovens que se encontram em períodos dentro da Igreja sem vínculos maiores (pós-catequese, pós-crisma, grupos de perseverança ou pré-crisma, coroinhas, etc.) “Os adolescentes não são crianças nem são jovens. Estão na idade da procura de sua própria identidade, de independência frente aos pais, de descoberta do grupo. Nessa idade, facilmente podem ser vítimas de falsos líderes constituindo grupos. É necessário estimular a pastoral dos adolescentes com suas próprias características, que garanta sua perseverança e o crescimento na fé”. (DAp, n. 442)

3 – Estimular a participação da juventude na pastoral de conjunto, promovendo ações em parceria, como a Caminhada da Família, Gincanas com as crianças da catequese, participação nas reuniões de CPP  e  CAP nas paróquias, etc.

4 – Incentivar ações paroquiais, regionais e diocesanas que estimulem a prática de esportes, como forma de estimular o senso de equipe e o cuidado com a saúde, criando espaços físicos apropriados, campeonatos, etc.

5 – Incentivar ações práticas que auxiliem os jovens a encontrar sua vocação profissional, como forma de prepará-lo para o mundo do trabalho.

6 - Criar espaços de maior discussão, instrução e orientação dos jovens sobre assuntos voltados à Sexualidade, Drogas ou outros assuntos pertinentes e de interesse da juventude.

7 – Incentivar e divulgar eventos festivos, como Dia Nacional da Juventude, como forma de expressão da alegria, característica juvenil diocesana.

8 - Os padres, seguidos das lideranças adultas nas paróquias, devem ser os primeiros a incentivar os jovens a serem evangelizadores em seus ambientes de trabalho, em suas comunidades, na família, na roda de amigos e através das redes sociais.

9 - Fomentar eventos que explorem as expressões culturais, envolvendo música, teatro, dança e outras artes.

10 - A Pastoral Diocesana da Educação deve promover a evangelização de jovens em estabelecimentos de ensino, unindo a ação missionária à prática pedagógica da Palavra de Deus, ajudando o estudante a valorizar o Evangelho e colocá-lo a serviço da comunidade.

 

Dimensão da Caridade:

1 – Principalmente os padres e leigos(as) engajados nas comunidades, devem acolher e incentivar os jovens em todas as paróquias, para que se organizem em grupos específicos, como meio de preparar o jovem, de forma gradual, para a vida de Igreja, de oração e missão e também para a ação social e política.

2– Toda comunidade deve incentivar a participação dos jovens em ações sociais, em conselhos municipais, entre outros[8], como forma de conscientização social.

 

Dimensão da Oração:

1– Promover, juntamente com o incentivo dos párocos, administradores, vigários e diáconos permanentes, encontros e retiros que propiciem ao jovem um encontro com Jesus Cristo vivo, que o estimule a formar sua personalidade e lhes proponha uma opção vocacional especifica: sacerdócio, vida consagrada, matrimonio, ou, se solteiros por vocação, conscientes de sua condição, sempre comprometidos com os ensinamentos de Jesus Cristo.

2– Incentivar a participação do jovem na liturgia, como forma de levá-lo a descobrir a beleza da Eucaristia e o mistério fascinante da Igreja.

3- Cada paróquia deve providenciar, de preferência semanalmente, uma missa da juventude, possibilitando assim, um espaço para os Jovens se expressarem através da liturgia.

4– Assegurar a participação dos jovens em peregrinações nas Jornadas diocesanas, nacionais e mundiais da Juventude, com a devida preparação espiritual e missionária e o acompanhamento de seus pastores. (DAp, n. 446)

 

4º PROGRAMA – AÇÃO SOCIAL

 

1 - Justificativa

“A Igreja tem como missão própria e específica comunicar a vida de Jesus Cristo a todas as pessoas, anunciando a Palavra, administrando os sacramentos e praticando a caridade. É oportuno recordar que o amor se mostra mais nas obras do que nas palavras. “Nem todo aquele que diz Senhor, Senhor...”. (Mt 7,21).  Como discípulos missionários de Jesus temos a tarefa prioritária de dar testemunho do amor a Deus e ao próximo com obras concretas. Dizia Santo Alberto Hurtado: “Em nossas obras, nosso povo sabe que compreendemos sua dor” (DAp, n. 386).

Por ocasião do Ano da Fé[9], onde se fez a memória dos 50 anos do Concilio Vaticano II e dos 20 anos do Catecismo da Igreja Católica, motivados pela encíclica do Papa Francisco “Lumen Fidei”[10] que afirma categoricamente que a ‘fé não nos afasta do mundo’(n.51) e sua luz nos coloca ao serviço concreto da justiça, do direito e da paz; o 8º Plano Diocesano de Pastoral não poderia deixar de incluir entre suas prioridades a continuação e o incentivo a novas ações sociais, que busquem trazer dignidade a todos os filhos(as) de Deus.

Desafio: Articular uma pastoral de conjunto, onde as ações sociais possam ser desenvolvidas de forma mais eficiente e em parceria com as políticas públicas.

2 - Fundamentação

Pois eu tive fome, e vocês me deram de comer; tive sede, e vocês me deram de beber; fui estrangeiro, e vocês me acolheram; necessitei de roupas, e vocês me vestiram; estive enfermo, e vocês cuidaram de mim; estive preso, e vocês me visitaram” (Mt 25, 35-36)

“Agora, portanto, permanecem estas três coisas: a fé, a esperança e o amor, mas o amor é o maior.” (1Cor, 13,13)

“Meus irmãos, se alguém diz que tem fé, mas não tem obras, de que adianta isso? Por acaso a fé poderá salvá-lo?” (Tg 2, 14).

“Com efeito, assim como o corpo, sem respiração, é morto, assim também a fé, sem obras, é morta” (Tg 2, 26).

O fato de ser discípulos e missionários de Jesus Cristo para que nossos povos tenham vida nele, leva-nos a assumir evangelicamente, e a partir da perspectiva do Reino, as tarefas prioritárias que contribuem para a dignificação do ser humano e a trabalhar junto com os demais cidadãos e instituições para o bem do ser humano....É urgente criar estruturas que consolidem uma ordem social, econômica e política na qual não haja iniquidade e onde haja possibilidade para todos (DAp, n.384).

“A misericórdia sempre será necessária, mas não deve contribuir para criar círculos viciosos que sejam funcionais para um sistema econômico iníquo. Requer-se que as obras de misericórdia sejam acompanhadas pela busca de verdadeira justiça social, que vá elevando o nível de vida dos cidadãos, promovendo-os como sujeitos de seu próprio desenvolvimento [...], a ordem justa da sociedade e do Estado é tarefa principal da política e não da Igreja. Mas a Igreja não pode nem deve colocar-se a margem na luta pela justiça. [...] Também é tarefa da Igreja ajudar com a pregação, a catequese, a denúncia e o testemunho do amor e da justiça, para que se despertem na sociedade as forças espirituais necessárias e se desenvolvam os valores sociais”(DAp, n. 385).

“Nossa fé proclama que Jesus Cristo é o rosto humano de Deus e rosto divino do homem.”[11] Por isso, a “opção preferencial pelos pobres está implícita na fé cristológica naquele Deus que se fez pobre por nós, para nos enriquecer com sua pobreza.”[12]   Essa opção nasce de nossa fé em Jesus Cristo, o Deus feito homem, que se fez nosso irmão”(cf. Hb 2, 11-12 – DAp, n. 392).

 

3 - Pistas de ação

Dimensão Missionária

1 - Fortalecer cada vez mais o Setor Social Diocesano, com Coordenação especifica, bem preparada, sendo apoiados pela Diocese para atuar na Igreja e na Sociedade.

2 - Estimular uma pastoral de conjunto entre as pastorais sociais, através de encontros e atividades comuns.

3 - Estimular a participação dos leigos e leigas em Conselhos Municipais, Partidos Políticos, Entidades de Classes, Grupos de Fé e Política, de forma a serem “homens da Igreja, no coração do mundo, e homens do mundo no coração da Igreja”.(DAp, n. 209) “A Igreja reconhece a importância da atuação no mundo da política e assim incentiva os leigos e leigas à participação ativa e efetiva nos diversos setores diretamente voltados para a construção de um mundo mais justo, fraterno e solidário” (DGAE doc. 94. n. 71)

4 - Criar momentos de formação (em nível paroquial e diocesano), com base na Doutrina Social da Igreja, para formar lideranças com compromissos sociais.

5 - Despertar uma consciência crítica e profética diante da situação social, que nos impulsione a denunciar as injustiças e anunciar o Evangelho como fonte libertadora.

6 - Divulgar todos os serviços prestados pelas Entidades assistenciais ligadas à Diocese de Bauru, através de informativo anual.

7 - Criar mecanismos que possibilitem interligar os trabalhos sociais realizados nas paróquias e nas RPs (Regiões Pastorais), criando redes de ação logística. Essa comunicação favoreceria os trabalhos sociais entre as paróquias e RPs e evitaria que a mesma pessoa fosse beneficiada várias vezes por diferentes paróquias.

 

Dimensão da Caridade

1 - Despertar o espírito de voluntariado entre os fiéis católicos em suas áreas profissionais específicas, estimulando-os para que se coloquem  a serviço dos empobrecidos.

2 - Incentivar gestos concretos, como arrecadação de materiais que beneficiem entidades sociais. Isso pode ser feito em momentos específicos como, por exemplo, em nossa Diocese na festa de Corpus Christi ou no domingo de Ramos na coleta da Solidariedade. Ou em qualquer outro momento que se fizer necessário.

3 - Divulgar e apoiar campanhas diocesanas, nacionais ou internacionais  promovidas pela Igreja Católica, quando se trata de arrecadação de materiais ou mantimentos para ajudar vítimas de alguma tragédia – por exemplo – vítimas de enchentes, terremotos, ajuda a Igreja que sofre, etc.

4 - Incentivar, estimular e divulgar as pastorais marcadamente de cunho social e as ações sociais da Igreja que existam na Diocese de Bauru[13].

 

Dimensão da Oração

1 - Estimular a organização de atividades como forma de oração e expressão de fé, inclusive ecumênica, como, Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, Semana Social e Grito dos Excluídos.

2 - Ampliar a consciência, principalmente das pessoas não envolvidas nas pastorais sociais, que o Evangelho pressupõe uma espiritualidade de serviço e libertação, ligando fé (obra) e vida (“a fé, sem obras, é morta” Tg 2, 26).


[1](Cân. 517 §2)

[2] “No Batismo, o homem recebe também uma doutrina que deve professar e uma forma concreta de vida que requer o envolvimento de toda a sua pessoa, encaminhando-a para o bem; é transferido para um novo âmbito, confiado a um novo ambiente, a uma nova maneira comum de agir, na Igreja. Deste modo, o Batismo recorda-nos que a fé não é obra do indivíduo isolado, não é um ato que o homem possa realizar contando apenas com as próprias forças, mas tem de ser recebida, entrando na comunhão eclesial que transmite o dom de Deus: ninguém se batiza a si mesmo, tal como ninguém vem sozinho à existência. Fomos batizados.” (Lumen Fidei n. 41)

[3]‘Dentre as diferentes formas de animação bíblica da pastoral, sobressaem, em particular, aquelas que reúnem grupos de família, círculos bíblicos e pequenas comunidades em torno à meditação e vivência da Palavra, em estreita relação com seu contexto social’. (DGAE Doc. 94 n. 95)

[4] Não basta distribuir a Bíblia. É necessário que a pessoa seja ajudada a ler corretamente a Escritura, proporcionando em cada paróquia grupos de estudos bíblicos. 

[5] Veja Encíclica do Papa Francisco ‘Lumen Fidei’ nºs 52 e 53

[6] Com as mudanças e a desconstrução de valores na pós-modernidade, presenciamos o aparecimento de novas configurações familiares. A família nuclear (casal e filhos, casados tradicionalmente) é apenas um dos diferentes tipos de família com as quais convivemos em nosso cotidiano. A Igreja é chamada a contemplar e acolher os demais estilos no processo de evangelização. Como faze-lo? A exclusão dessas pessoas implica em perda desnecessária de ovelhas que, se aceitas e amadas em sua condição, poderão prestar grandes serviços à comunidade.

[7]A Semana Nacional da Família, conforme estabeleceu a CNBB, se inicia no segundo domingo do mês de agosto (Dia dos Pais) de cada ano e se encerra no domingo seguinte.

[8] Por exemplo: Grito dos excluídos, projeto “Amigos da Rua”, caminhada de oração, ação social em bairros carentes, em hospitais, terços, música na praça, escolas, jovens testemunhando em função do seu Batismo, sopão para os moradores de rua, etc.

[9] Com a Carta Apostólica PORTA FIDEI – A porta da fé – de 11 de outubro de 2011, o Papa Bento XVI proclamou o ANO DA FÉ, que se estendeu de 10 de outubro de 2012 a 24 de novembro de 2013.

[10]Lumen Fidei ou Luz da Fé, é o nome da primeira encíclica do Papa Francisco, assinada em 29 de junho de 2013, na Solenidade dos Apóstolos Pedro e Paulo, publicada a 05 de julho de 2013.

[11]Exortação Apostólica Ecclesia in América n. 218

[12]Exortação Apostólica Ecclesia in América n. 219

[13] Na Diocese de Bauru existem muitas pastorais sociais (Saúde, Criança, Sobriedade, Carcerária, Educação, Terra, Menor, Ecumênica, Campanha da Fraternidade, Vicentinos, Pastoral da Pessoa Idosa, etc.). Os trabalhos realizados nessas pastorais devem ser divulgados através dos meios de comunicação atuais para o conhecimento de todos e servir de orientação às pessoas que necessitem  delas.